Primeira pérola
No filme 6 balas, de Ernie Barbarash, lançado em 2013,
Jean-Claude Van Damme, um senhor já de meia idade, interpreta um mercenário não
menos furioso que todas as outras mesmas personagens já interpretadas. Depois
de ter matado algumas dúzias de bandidos, e explodido quase uma dúzia de
construções, ainda resta um último malfeitor. Este está numa igreja, e posta-se
no confessionário, para reconhecer seus erros:
– Padre, eu pequei. É verdade que Deus perdoa até mesmo um
crime?
– Talvez Deus perdoe, mas eu não! – decreta o próprio
Jean-Claude Van Damme, ocupando o lugar do padre, antes de enfiar uma bala na
testa do algoz.
Segunda pérola
No filme Stallone Cobra, de George Pan Cosmatos, lançado em
1986, Sylvester Stallone vive um policial escalado para missões de alto
risco, Marion Cobretti, conhecido como o Cobra. Em uma das cenas iniciais, um
bandido invadiu um supermercado, destruiu metade das prateleiras e gôndolas com
mercadorias, e tomou uma moça como refém. Cobretti, o Cobra, sempre frio e determinado, posicionou-se para
deter o bandido a qualquer preço.
– Eu vou matá-la! Eu vou explodir tudo isto aqui! –
vociferou o bandido, pretendendo intimidá-lo.
– Vá em frente, eu não faço compras aqui mesmo! – respondeu um Stallone quase indiferente, antes de deflagrar, no supermercado, um estrago ainda maior que o
feito pelo próprio bandido.
Terceira pérola
No filme Eixo da morte, realizado em 1997, dirigido e
interpretado por Afonso Brazza, sua personagem, depois de ter matado, sozinho,
algumas dezenas de bandidos, desabafa para a mocinha, sua musa Claudete
Joubert:
– Agora vou partir, vou viver junto com os animais, eles não
têm maldade no coração. Vamos. Mas sempre tem a verdade. Nem Cristo escapou dos
inimigos. Agora eu lhe pergunto: pra quê tanta violência? Pra quê matar,
destruir a vida do próximo, sabendo que somos todos irmãos, na paz, na alegria
e na tristeza. Meus Deus, eu não lhe peço perdão, por que isso eu não mereço,
mas lhe peço: perdoe o resto do mundo. Deus escreve certo por linhas tortas.
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