É
no jogo e pelo jogo que a civilização surge e se desenvolve (Roger Caillois)
literatices... letras para nada, talvez para tudo... imagens de nada, que podem ser de tudo... matutações... penseros... rabiscações... daquilo que vejo... ou não... porque tomo assento neste tempo quando a humanidade produz vertiginosamente letras, símbolos e imagens, em busca de sentidos, quaisquer que sejam... ou não...
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
domingo, 16 de junho de 2013
Pão e circo e o leão do imposto de renda à população
No sábado, a cidade acordou um pouco mais cedo. Todos tinham
pressa nos afazeres rotineiros, para participar, presencialmente ou à
distância, do evento-espetáculo abertura da Copa das Confederações. Quase
todos. Alguns tinham pressa para se manifestar contrários à política do pão e
circo vigente nos vários âmbitos do Estado brasileiro, política da qual o
grande espetáculo tomava parte.
Algumas ruas foram interditadas. Grandes palcos com
espaço para shows musicais e telão foram instalados para que o público pudesse
testemunhar tudo, mesmo sem ter acesso ao Estádio Nacional Mané Garrincha.
Houve até jornalista que questionasse o nome do estádio, referindo-se à
homenagem ao grande jogador. Ninguém lembrou que o grande Mané Garrincha viveu
seus últimos dias no Distrito Federal, morrendo pobre e sem assistência na cidade
satélite de Sobradinho. À parte dos espetáculos...
À porta do estádio, alguns entreveros: manifestantes
empunhavam protestos, policiais posturavam-se na frágil passarela do discurso
que anunciava “é preciso garantir o direito de expressar-se, de manifestar-se,
mas também é preciso garantir ao cidadão que comprou seu ingresso o direito de assistir
ao espetáculo”, famílias e torcedores em geral vestiam-se com bandeiras e
alegrias meio tontas enquanto dirigiam-se aos portões de acesso. Nos céus,
helicópteros, aviões não tripulados, e nuvens numa tarde que fora anunciada
como ensolarada. Muitas nuvens, que redundaram em chuva durante a partida. Erros
de previsão acontecem, afinal...
À tarde, as pessoas se acotovelaram em torno de aparelhos
de televisão nos bares, nas casas, além do palco no gramado da Esplanada dos
Ministérios.
Mas houve também, e não foram poucos, aqueles que tenham
se mantido à parte da festa, observando criticamente o momento político e
econômico do país, a desfaçatez em que se encontra a saúde pública, ao lado da
educação e da segurança, ante os bilhões gastos para a construção de um estádio
que pouca serventia terá, e uma festa “para gringo japonês ver”.
Foram muitas as comemorações da vitória brasileira no
primeiro jogo. Finalmente Neymar voltou a apresentar seu bom futebol! Bebeu-se
ao grande feito. Dançou-se pelo grande feito. No domingo, a cidade amanheceu
com cara de ressaca. Cada um foi retomando sua vida, suas dívidas, os impostos
(cada vez mais caros) a pagar, as rezingas quotidianas, o cansaço do trabalho,
os pés doloridos no fim de cada dia...
Minha mãe sentencia: “se faltarem os trabalhadores, os
campesinos, a cidade não sobrevive; se a cidade acabar, os trabalhadores e os
campesinos inventam outra cidade; se os jogadores acabarem, todos continuam
vivendo...”
Disponível em emBrasília (facebook)
domingo, 30 de dezembro de 2012
Scrabble, ou palavras cruzadas
O pacote de presente veio completo: a visita de Renato, Lorena e Cleomar, com um tabuleiro para jogarmos scrabble - também conhecido como palavras cruzadas.
Dois dos jogadores, em conversa animada,
enquanto uma sopa acabava de ser preparada.
Foto: Renato Cirino
O tabuleiro...
O tabuleiro...
Foto: Renato Cirino
O tabuleiro...
O tabuleiro...
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