Mostrando postagens com marcador exposição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador exposição. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sobre a experiência estética

  
Foi ao Centro Cultural Caixa Econômica, para ver a exposição Êxodos, com fotografias de Sebastião Salgado. As 60 lâminas em preto e branco estavam dispostas ao longo de duas salas contíguas, organizadas em sequências que se referiam a refugiados de guerra, à condição humana nas grandes cidades, a disputas pelo direito à terra. Eu o vi observando longamente cada fotografia, e lendo as informações respectivas. Demorou-se diante de cada uma. Sua emoção transbordou no gesto e no silêncio. Comoveu-se com os rostos sofridos, com as cenas e os ambientes nos quais crianças, mulheres e velhos teimavam em continuar vivendo.

Saiu dali profundamente tocado.

Mais tarde, em casa, falou de sua comoção ante as condições de quantas mulheres e crianças em situação de risco e miséria, e da ignorância de todos nós no tocante às circunstâncias nas quais vivem milhares de pessoas nos quatro cantos do planeta. Falou como se fosse testemunha presencial das condições de dor e sofrimento vividas por aquelas pessoas fotografadas. 

A experiência deixou-lhe marcas indeléveis.

Salvo engano, se é que a arte serve para alguma coisa, deve ser para isso...






quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O mar Eu nunca vi



Rosi Martins e Wolney Fernandes são artistas inquietos e sensíveis. Esta afirmação não é apenas exercício de retórica. À sua volta, os tecidos, as linhas, as sombras, os gestos, os olhares, as memórias, as histórias são enxertadas de sentido estético, e vão tomando feições de trabalho artístico, assim, um ligado ao outro, e ao outro, e todos entremeados à vida.

O mar, Eu nunca vi... No começo, configurou-se o desejo. Lembro-me de conversas breves pelos corredores, à porta das salas, quando se começou a pensar no projeto. De um lado, estavam as roupas inspiradas nos Sertões do Rosa. De outro lado, o cerrado resiliente, com sua rústica plasticidade. Entre um e outro, o desejo urgente e incontrolável de poesia imagética.

Então soube de Rosi e Wolney seguindo por estradas, ao encontro de paisagens onde pudessem escrever, com roupas surradas e árvores contorcidas, seus poemas. Numa tarde dessas, entre relatos efusivos e pausas encantadas, fui inundada por suas imagens de terra calcinada, árvores queimadas, céu denso, roupas ressecadas, marcadas pelo tempo, tons de vermelho e ocre evocando sentidos enraizados no que há de mais primevo, ao mesmo tempo duro e delicado, nas gentes que vêm, desde antanho, repisando nossa humanidade.

Sem pedir permissão, suas imagens tocavam minhas fragilidades, mostrando-as como sedas enroscadas entre galhos secos. Mas também reportavam força e persistência ante a dor, impressas pelas marcas do caminhar, com espaço ainda para celebração festiva pontuada por fitas coloridas.

Algum tempo terá se passado, desde então, até que, afinal, somos brindados com o compartilhamento dessa comovente experiência poética na forma de narrativa visual. O desejo toma forma, e se pronuncia. De pano, pele, couro, terra, cinza, galhos, gravetos e céu somos tecidos. Deixamos rastros, marcas no pó. A terra e o tempo deixam marcas em nossas histórias. O vento, que nos resseca, sussurra segredos. Por vezes, parece querer lembrar o mar... O mar? Ah, eu nunca vi...





quarta-feira, 5 de junho de 2013

AMBOS MUNDOS: Gê Orthof

A Galeria da FAV convida para a exposição individual AMBOS MUNDOS, de Gê Orthof.
Abertura e encontro com o artista no dia 10 de junho, às 17h30, na Galeria da FAV
Visitação de 11 de junho a 05 de julho de 2013, das 8h às 12h, e das 13h às 17h.
Faculdade de Artes Visuais, Campus II da UFG. Goiânia/GO
Telefone: (62) 3521 1445
galeriadafav@gmail.com











sexta-feira, 8 de março de 2013

NÓS & NÓS: instalação desmontada, objeto final, rastros...






A instalação relacional NÓS & NÓS não teria sido viável não fosse a disponibilidade do Cleomar Rocha e do Quéfren Crillanovick, parceiros queridos. Os três, juntos, começamos a sonhar, já há algum tempo. A Galeria da FAV aprovou a proposta, incorporando-a ao calendário de exposições. Pronto: com data marcada, começamos a organizar as etapas, como quem prepara uma festa. Nessa etapa, somos gratos à Ciça Fitippaldi e à caríssima Rejane - que não conheceu dificuldades para cuidar da produção, e também para abrir a galeria em vários horários, e receber os públicos. Mateus Lima incorporou-se ao grupo, que cedeu seu puf maravilhosamente aconchegante para integrar o ambiente. E os monitores da Galeria acompanharam o público, entre descobertas, sustos e sobressaltos. Quantos mais se deixaram envolver pela proposta, brincando, contando histórias - querida Glorinha Fulustreka! - amarrando, costurando, jogando... Uns com mais força, de modo intenso, outros com comedimento. Quantos chegaram com receio, mas expandiram o gesto tão logo perceberam que não haveria proibições, e o que valia era brincar, amarrar, dar nós, tramar! Agradeço, também, à Júlia Mariano, ao Renato Cirino, ao Paul Setúbal, à Dânia Soldera, que se prontificaram a ajudar, correndo riscos em alguns casos (não é, Paul?), para deixar pulsar o espírito dessa festa. 

Está aí: desfeita a grande teia da aranha gigante que desceu do céu... Aí está, a instalação condensada.


sábado, 2 de fevereiro de 2013

NÓS & NÓS: instalação relacional






NÓS & NÓS é uma instalação relacional. A estrutura montada não pede outra coisa além da ação das pessoas, estabelecendo relações, fazendo laços, pontos, emendas, tecendo, tramando, ajustando, amarrando, cortando... E também fazendo pausas para ver, pensar, deixar o tempo passar... 

NÓS & NÓS esperamos por vocês. Muitos fios, fibras, tecidos, linhas, agulhas estarão lá, à disposição. Levem vocês também seus materiais. 

Esperamos também que vocês convidem outras pessoas: estudantes das escolas e outros centros, amigos, colegas, família... 


domingo, 9 de dezembro de 2012

Movimiento social del cuerpo - 12/12/12

No dia 12 de dezembro próximo, acontecerá a abertura da instalação Movimiento social del cuerpo, que resultou do trabalho do artista visual Romeo Gongora junto a estudantes e artistas ligados à FAV/UFG e artistas convidados, em laboratório desenvolvido nos meses de novembro a dezembro.
A exposição será no Museu de Arte de Goiânia, no Bosque dos Buritis.
Data: 12/12
Horário: 20h
Local: Museu de Arte de Goiânia, Bosque dos Buritis
Encontro vocês lá!