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domingo, 3 de novembro de 2013

Tramas e teias na UNIMONTES, em Montes Claros

A atividade fez parte do III Encontro do Programa Arte na Escola, na UNIMONTES, coordenado pela Profa Dilma Klem, e contou com a participação de professores da Educação Básica de Montes Claros, além de professores e estudantes universitários.
Bons momentos!
















quinta-feira, 28 de junho de 2012

Eros e Thanatos também vieram tramar à beira dos caminhos




Em 2011, dentro das atividades desenvolvidas na Oficina dos Fios, iniciamos uma ação coletiva, aberta, de intervenção na cerca em torno da matinha, no campus universitário onde trabalho. Os espaços ocupados ficam à margem das calçadas cobertas, por onde transitam as pessoas da comunidade universitária, e demais usuários daquele espaço. Tramas à beira dos caminhos, assim foi batizada a ação.

Desde 2011, venho observando a ação do tempo sobre as primeiras intervenções. Em que consiste essa “ação do tempo”? Imaginava, eu, de um modo quase ingênuo, que poderia enumerar alguns itens sob essa categoria: efeitos das variações climáticas e dos ciclos dia/noite sobre o trabalho, ações de animais de pequeno e pequeníssimo porte (penso nos macacos, em formigas, etc.), e também na ação de pessoas subtraindo peças, objetos (afinal, expostos em espaço aberto, disponíveis em certa medida).

Na medida do tempo passando, as linhas e fitas, os cordões e tecidos foram perdendo o brilho que lhes dava uma vivacidade inicial, mas foram sendo integrados à paisagem. O adventício, inaugural, que ainda não foi incorporado ao seu contexto, tem as feições do estranhamento. Precisa aprender a ser ali. E aprender a ser ali pressupõe, também, certo borramento entre aquilo que diferencia o que chega em relação ao que já está desde antes (desde quando?). Se as tramas perderam o brilho, ganharam feições de pertencimento, tecidas/tramadas na passagem do tempo, das horas, dos dias...

Em 2012, retomamos, com outro grupo, as intervenções, na mesma cerca, adiante. Ao lado dos trabalhos amadurecidos, novos brilhos se instalaram, para iniciar o lento processo de integração ao espaço. Ressalto a alegria que marca esses momentos da ação: fios e tecidos coloridos, conversas, risos, movimento. E o prazer em observar as formas tecidas/bordadas integrando o lugar.

Então me deparei com um novo item a ser incluído no rol dos fatores que intervêm na “ação do tempo”: a ação humana, impaciente, prenhe de afetos, desejos, urgências, precipitando processos, antecipando corrosões (talvez devesse incluir, na lista, um item para animais de grande porte...).

Pois bem, apresento os fatos: poucos dias depois de realizados, quase todos os trabalhos sofreram a ação de algum instrumento de corte agilmente conduzido por mãos passantes. O fio da lâmina deixa marcas pouco orgânicas. Não é rasgo, não é desgaste. Fala de um gesto que não quer esperar, que antecipa um efeito de desfazimento, que interrompe os fluxos aqui, agora. É trama, mas é trama brusca, que vocifera: “Não!”.




Quando nos dispomos a tramar à beira dos caminhos, é preciso lembrar que contaremos com a companhia não apenas de Eros: Thanatos também quer participar...



quinta-feira, 31 de maio de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tramas à beira dos caminhos - edição 2012

instruções de uso:
1. junte materiais diversos que você tenha à mão: tecidos, barbantes, fitas, arames, plásticos, penduricalhos, cordas, atilhos, faixas etc.
2. venha até a área do campus onde faremos a ação. Entre os dias 30 de maio e 13 de junho, escolha os dias e horários que melhor se adequem à sua disponibilidade, e venha! Se preferir trabalhar em boa companhia, os alunos do Núcleo Livre Oficina dos Fios estarão lá nos dias 30 de maio, 6 e 13 de junho, na parte da tarde.
3. escolha um lugar para fazer suas tramas sobre a tela da cerca. Talvez você prefira manter uma interação mais próxima com a vegetação, e escolha os lugares onde galhos e folhas encobrem a cerca; talvez seja melhor trabalhar onde a malha da cerca não sofre nenhuma outra interferência. Há também os trabalhos do ano passado, que resistiram ao tempo, mas estão desgastados: quem sabe você queria experimentar interagir com eles, trabalhando sobre e/ou a partir dos elementos que ainda estão por lá?
4. mãos à obra: é só trabalhar! Lembre-se: o vento, a chuva, os macacos exercem influência sobre o trabalho. Se os materiais forem fixados fragilmente, rapidamente já se terão perdido. Se a proposta for a de buscar maior permanência sobre a cerquinha, há que atentar para melhores amarrações, fixações mais fortes sobre os suportes.
5. por falar em macacos, eles são curiosos, e gostam de ficar por ali, examinando tudo. Aproveite e curta a companhia!
Boas tramas!