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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Luto pelo pé de fícus italiano





Quando cheguei à universidade, há uma década e meia, o frondoso pé de fícus italiano já estava lá, oferecendo sombra e frescor nesta terra quente e seca. Curvado sobre o pequeno estacionamento, acolhia professores e estudantes que chegavam às salas da faculdade organizadas ali, atrás do Museu Antropológico.



Há coisa de 3 meses, foi palco de um espetáculo. Abrigou as cenas de modo exemplar, e também aconchegou o público acomodado em bancos improvisadamente organizados sob sua copa. Não haveria espaço mais adequado.

Hoje voltei, para um evento acadêmico. Meus sentidos alertaram que o espaço estaria claro demais, aberto demais. Deparei-me, então, com os restos de seus troncos transformados em carvão.



Fui tomada por uma estranha sensação... Pareceu-me que vamos nos acostumando a termos tirados de nosso convívio viventes demarcadores de nossos percursos, de nossos afetos, de nosso bem-estar no mundo...

Estranho animal, esse, da espécie humana...









quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Outra árvore de Natal?!!!


cenário 
Na grande loja de departamentos, entre louças para sanitários e portas de alumínio, há muitas mudas de plantas para jardim. Samambaias, palmas, bandeiras brancas, orquídeas. Até mudas de parreiras podem ser adquiridas a preços razoáveis. Com a aproximação das festas de fim de ano, dentre as mais populares estão os pés de tuia, em tamanhos entre pequeninos e médios, com folhas oscilando entre verde escuro intenso e verde abacate.

a cena
O pai empurra o carrinho de compras, enquanto conversa com o filho com cerca de 5 anos. Observa os pés de tuia, analisa alguns, e escolhe um dos maiores, acomodando-o no carrinho. O menino pergunta: outra árvore de Natal? Ao que o pai responde: como outra? Então o pequeno explica: mas no ano passado a gente já comprou uma... agora vamos comprar outra? Pois é, explica o pai, a do ano passado já não existe mais, vamos comprar outra para este ano.

memória 
Lembrei-me da árvore de Natal da minha infância, feita com galhos secos de goiabeira, enfeitada com bolas de Natal, mas também cascas de cigarra, pequenas bromélias secas, e outros adornos que íamos inventando no decurso da vida. A árvore nunca era desmontada. Assim, era sempre Natal no canto da sala. Ela ia se modificando no mesmo passo com que nós também nos modificávamos.

obsolescências
Olhei para os pés de tuia, verdes, e pensei no destino provisório que os aguardava. A árvore que poderiam chegar a ser não se realizaria. Por algum tempo, seriam suporte para os enfeites das festas, até perecer pela falta de cuidados como água, terra adubada, luz solar. E então, descartados, seriam substituídos por outros pés de tuia, no ano seguinte, ano após ano, num tempo em que tudo, ou quase tudo, se torna obsoleto tão logo comece a existir. Inclusive as relações entre as pessoas.




domingo, 23 de outubro de 2016

Pitanga



Foto: J. Bamberg

Meu pé de pitanga, uma pitanga madurinha, e o invasor, de olho, pronto para devorá-la!






quarta-feira, 6 de janeiro de 2016