literatices... letras para nada, talvez para tudo... imagens de nada, que podem ser de tudo... matutações... penseros... rabiscações... daquilo que vejo... ou não... porque tomo assento neste tempo quando a humanidade produz vertiginosamente letras, símbolos e imagens, em busca de sentidos, quaisquer que sejam... ou não...
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
domingo, 18 de dezembro de 2016
A mulher sem palavra
p/ Carol
Carolina inicia o projeto de um (des)dicionário
colaborativo. Nesse processo, convida pessoas a elegerem um verbete como inspiração, com o qual produzirão uma narrativa. Informada sobre os escritos de minha mãe, fez a
provocação: pede a ela para escrever sobre um verbete?
Expliquei a minha mãe, e perguntei se ela gostaria de escrever alguma coisa sobre um verbete que ela mesma poderia escolher. O que é um verbete? Falei que era uma palavra a integrar o dicionário. Ela disse, então, que poderia escolher o verbete palavra. Posso escrever alguma coisa sobre a palavra?
Rimos. Pode, sim!
Com a saúde fragilizada, depois de uma internação hospitalar longa, no
início de 2016, ela interrompeu a rotina de escrever, como fazia antes. As palavras começam a lhe escapar... Com uma deficiência respiratória
significativa, tem que escolher entre escrever ou respirar... Coisa estranha, essa apneia que ela tem. Respira pouco, curto. E quando se concentra para fazer alguma
coisa, piora tudo: ela para de respirar. Vai daí que o coração trabalha forçado há quanto tempo, e já vai fraquejando
também. Tem, ainda, um barulhão na cabeça. E a memória, também, começa a falhar mais amiúde. Ando tão esquecida,
minha filha, reclama. E anda mesmo. Por isso, imaginei que logo ela se
esquecesse da encomenda, e acabasse não produzindo a tal escrita sobre a
palavra... Por isso, também, passei a insistir, toda vez que falo com ela.
Hoje, pela manhã, não foi diferente.
– Já fez o meu pedido?
– O
que você me pediu, mesmo?
– A senhora disse que ia escrever alguma coisa sobre a
palavra...
– Ah... Tinha me esquecido com-ple-ta-men-te!
– Eu sabia que a senhora
tinha esquecido.
– Está vendo, como eu sou uma mulher sem palavra?
domingo, 12 de abril de 2015
domingo, 7 de dezembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
Encontro Amistoso
Com a Primavera chegando,
Os corações fortes pulsando
Tomei a minha real decisão:
Marcar um Encontro Amistoso
Com sorrisos felizes, generosos,
E muita alegria no coração.
Vamos aproveitar a oportunidade,
Dar vez à nossa felicidade
Para que possa se expandir;
Sermos felizes aqui e agora
Sem deixar para outra hora,
Confiando em um melhor porvir.
Com os perfumes das flores no ar,
Pássaros felizes a cantar
Reforça-nos a fé e a esperança.
Oh! Amigos bondosos e queridos,
Vamos todos aqui unidos
Curtir as melhores lembranças.
Abraços com amor, carinho, gratidão
E beijos em cada coração.
Feliz felicidade a todos.
Alice Vieira Martins
Brasília (DF), 20/09/2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
saudades
Que seu espírito alegre de menino siga seu caminho de luz! Saudades dos que ficam.
Nesta foto, o registro do momento quando ele nos pregou uma peça.
Tínhamos acabado de chegar de viagem.
Tínhamos acabado de chegar de viagem.
Disfarçado de mendigo, para pedir comida, veio bater à porta de casa,
depois de montar a personagem com todo cuidado.
A sua benção, meu tio!
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O caminho da vida
A perda de um irmão
Deixa marcas no coração
Que se esquece jamais.
Quantas perdas de fato existem,
E, se irmãos sofrem tristes
Imaginem só a dor dos pais!
Embora sabendo que a vida
Tem sua chegada e sua saída
Ninguém se conforma com a morte!
A perda de um ente querido
Faz-nos sempre tristes, sofridos ...
Tantos os fracos como os fortes.
Nas orações entrego a Deus
Que se faça o melhor para os meus;
O que lhes for bom será também para mim.
Se a morte for a melhor salvação
Não deveremos ser contra, não!
A vida ... um dia ... chegará ao seu fim.
A vida ... nasce, cresce,
Floresce, frutifica, amadurece,
Envelhece e encerra sua missão.
Ela, em si, é a divina realidade;
Não acaba, não morre de verdade ...
É eterna, tem sua renovação.
A todos os irmãos amigos e amigos irmãos
O meu amor, o meu carinho e a minha gratidão.
Alice Vieira Martins
Brasília (DF), 06/11/2013
domingo, 27 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Uma festa feita pela Rainha da Geladeira
Como era dia de festa, eles também foram convidados. Os quatro. E foram colocados na plataforma mais alta e mais saborosa, ao lado das cerejas, enterrando os pés na cobertura branca e doce.
O cavalo, elegante e amarelo
O búfalo vermelho de tão forte, encarando as cerejas da mesma cor que ele...
O burro azul, discreto, protegido à sombra...
E um galo que é do tamanho do cavalo, do burro, e até maior que o búfalo!
O platô sobre o qual eles se acomodaram era fofo, saboroso. Foi sendo devorado pelos gigantes que andavam ao seu redor. Os gigantes desbastaram, aos poucos, o platô, e chegaram mesmo a empurrá-los mais a um canto, para liberar espaço...
Depois, ainda acomodados sobre o que sobrou do platô, foram levados pela Rainha da Geladeira, numa espécie de container aberto, até uma caverna fria e úmida...
O burro ficou atento, com medo de cair. E se aquele platô desmoronasse?
Os outros três logo se adaptaram ao novo local... curiosos com tanta coisa que havia ali dentro!
Festa boa... Mãos de fada as dessa Rainha da Geladeira
O cavalo, elegante e amarelo
O búfalo vermelho de tão forte, encarando as cerejas da mesma cor que ele...
O burro azul, discreto, protegido à sombra...
O platô sobre o qual eles se acomodaram era fofo, saboroso. Foi sendo devorado pelos gigantes que andavam ao seu redor. Os gigantes desbastaram, aos poucos, o platô, e chegaram mesmo a empurrá-los mais a um canto, para liberar espaço...
Depois, ainda acomodados sobre o que sobrou do platô, foram levados pela Rainha da Geladeira, numa espécie de container aberto, até uma caverna fria e úmida...
O burro ficou atento, com medo de cair. E se aquele platô desmoronasse?
Os outros três logo se adaptaram ao novo local... curiosos com tanta coisa que havia ali dentro!
Festa boa... Mãos de fada as dessa Rainha da Geladeira
sábado, 31 de agosto de 2013
Primavera 2013
O inverno já vai se pondo
Por detrás dos verdes montes
Dando vez à Primavera
Que já brilha no horizonte.
O clima começa mudar ...
A natureza...brotar e florescer...
Com a chegada da Primavera
Aumenta a alegria de viver.
Das quatro estações do ano
Eu, entre sonhos e planos,
Aguardo feliz a Primavera.
Em criança ouvia falar:
“A Primavera já vai chegar” ...
Ansiosa eu queria saber quem era.
Com os anos se passando
E a minha idade aumentando
Alcancei a doce realidade.
Hoje admiro a Primavera,
Desejo a todos, deveras,
Que ela só traga felicidade.
Que a Primavera faça brotar,
Crescer e reflorescer, desabrochando
Em cada coração amigo a mais bela
Flor da amizade, da paz e muita alegria.
Feliz Primavera a todos.
Abraços carinhosos.
Alice Vieira Martins
Acadêmica da ALB/DF
Brasília (DF),
setembro de 2013.
domingo, 25 de agosto de 2013
Bom mesmo é ter amigos especiais para celebrar momentos especiais!
Obrigada a cada um dos amigos queridos que compareceram à posse da poetisa Alice Vieira Martins na ALB/DF, no dia 22 último. Obrigada aos que, mesmo não podendo ficar até o final (e portanto não estão nesta foto), estiveram lá, e estão nos nossos corações. E também aos que não puderam comparecer, mas vibraram conosco, por essa alegria.
Nossos votos de muita poesia em nossos caminhos, sempre!
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Noite de gala: a celebração da poesia
A escritora e poetisa Alice Vieira Martins toma posse na Academia de Letras do Brasil/DF
A sessão solene de posse dos novos membros da Academia de Letras do Brasil/DF foi no dia 22 de agosto de 2013, no auditório Tom Jobim do Parla Mundi, sob a regência da sua Presidente, a Drª Vânia Diniz, ao lado do Vice-Presidente, o Dr Antônio Paulo Filomeno, e demais membros da diretoria. O Coral Alegria encantou com suas vozes. Auditório lotado.
Na ocasião, foram empossados quatro escritores: Basilina Pereira, Marco Antunes, Maria de Lourdes Fonseca, e Alice Vieira Martins. Além da posse, foram feitas homenagens, outorgados títulos e formalizados agradecimentos a membros cujo trabalho tem contribuído para a atuação da entidade.
A sessão solene de posse dos novos membros da Academia de Letras do Brasil/DF foi no dia 22 de agosto de 2013, no auditório Tom Jobim do Parla Mundi, sob a regência da sua Presidente, a Drª Vânia Diniz, ao lado do Vice-Presidente, o Dr Antônio Paulo Filomeno, e demais membros da diretoria. O Coral Alegria encantou com suas vozes. Auditório lotado.
Na ocasião, foram empossados quatro escritores: Basilina Pereira, Marco Antunes, Maria de Lourdes Fonseca, e Alice Vieira Martins. Além da posse, foram feitas homenagens, outorgados títulos e formalizados agradecimentos a membros cujo trabalho tem contribuído para a atuação da entidade.
sábado, 15 de junho de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Dilema da antropologia física
Há dois dias minha mãe anda às voltas com um dilema, que tomou seus pensamentos em madrugadas insones. Ela retomou a ideia de que, originalmente, os hominídios eram quadrúpedes, e que a posição ereta contraria a estrutura física da espécie. As mãos, observa, são perfeitas para apoiar o tronco. Pôs-se a imaginar homens e mulheres andando sobre quatro membros. E então deparou-se com o dilema: os cabelos. Ora, nessa posição, fatalmente os cabelos cairiam no rosto, e dificultariam seus movimentos. O que fazer com os cabelos?
Noites de insônia... papo de gente maluca... exercícios que me encantam...
sábado, 26 de janeiro de 2013
A rainha do botequim
Para D. Alice, minha mãe,
que me ensina sobre o bem viver a cada dia.
Quando cheguei ao seu prédio, havia um recado na
portaria, que lhe deixara o dono do bar mais próximo, na comercial. Ele queria
saber o preço de seu livro de poesias, para vendê-lo, no bar. Havia, já, vários
interessados, mas ele estava segurando o livro, no aguardo da confirmação do
preço. Ela ficou aflita: “Tem gente que quer o livro, e ele está perdendo de
vender!...”
No início da tarde, fui com ela ao bar, para resolver o
caso. Há alguns dias, ela deixara, ali, alguns exemplares do último livro de
poesias lançado, Do rascunho ao livro...
do livro aos corações. Quando nos aproximamos, alguns boêmios, que se
lançavam já às aventuras do sábado festivo, acenaram para ela, desde suas mesas,
chamando-a pelo nome. Acolhida calorosa. Ela aproximou-se do balcão, onde
bêbados e sóbrios lhe fizeram festa. E ela, com seus cabelos de prata, o gesto entre acanhado e faceiro, distribuindo, sorrisos, abraços,
comentários, perguntando pelas famílias, contava que estava bem.
Conversou com o dono do bar, também com familiaridade e
afeto. Combinaram o preço. Vários dos presentes já aguardavam a informação para
comprar o livro. Demoramos a sair dali, até despedir-se de cada um, com um
voto, um comentário, um afago. Ouvi várias observações que reiteravam a
admiração de todos em relação a ela.
Fomos voltando, devagar. Ela confessou que não sabia o nome de todos. E sorriu: “Eles devem me conhecer por causa do livro...”
Discordo. Eles conhecem o livro, por causa dela. Sem qualquer demérito aos seus
escritos. Ao contrário.
domingo, 13 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
flor, borboleta, ave...
Para D. Alice, mocinha acanhada
que encantava os moços nos bailes,
e me contou esta história.
Num desses dias, o moço suspirou, entre uma pausa e outra, quando parecia faltar assunto:
- Você é tão linda, é como uma flor! (tudo bem, ele não era criativo, nem um pouco. Não conseguia ir meio palmo além do convencional...)
Ela respondeu, fazendo uma confissão (que bem lembra a poesia de Manoel de Barros...):
- Flor? Antes fosse braboleta. Gosto tanto de ser ave...
domingo, 23 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
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