domingo, 21 de setembro de 2014

Encontro Amistoso


Encontro Amistoso

Com a Primavera chegando,
Os corações fortes pulsando
Tomei a minha real decisão: 
Marcar um Encontro Amistoso
Com sorrisos felizes, generosos,
E muita alegria no coração.

Vamos aproveitar a oportunidade,
Dar vez à nossa felicidade
Para que possa se expandir;
Sermos felizes aqui e agora
Sem deixar para outra hora,
Confiando em um melhor porvir.

Com os perfumes das flores no ar,
Pássaros felizes a cantar
Reforça-nos a fé e a esperança.
Oh! Amigos bondosos e queridos,
Vamos todos aqui unidos
Curtir as melhores lembranças.

Abraços com amor, carinho, gratidão
E beijos em cada coração.

Feliz felicidade a todos.

Alice Vieira Martins
Brasília (DF), 20/09/2014





quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Terceira nota sobre fronteiras

p/ Camila, Carla, Juan


Neste segundo semestre letivo de 2014, acabei lançando-me a uma ventura cuja intensidade não poderia antever. Neste período, sou responsável por duas disciplinas obrigatórias no curso de Artes Visuais – Licenciatura: Pedagogias de Fronteira, e Arte e Educação Especial.

Apesar de serem duas turmas distintas, com estudantes em diferentes etapas da formação (um grupo ingressou em 2014, o outro em 2012), há uma continuidade entre ambas, e as temáticas abordadas têm nos levado a territórios de dores, tensões, sensibilidades, humanidades...

Pensar, juntos, sobre fronteiras, limites, superação, trânsitos, exercícios radicais de alteridade, faz de nós pessoas melhores. Assim seja!


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

El gesto de filmar (fragmentos)


Menos banal, aunque igualmente significativa, es la comparación entre supermercados y cines. Unos y otros son basílicas del tipo del Panteón de Roma, y responden a la doble función de la basílica como mercado cubierto (supermercado) y de la iglesia (cine). (p. 117-118)

(...)

Hoy existen dos planos históricos: el cuatridimensional de la vida diaria y el tridimensional de las basílicas cartesianas. Un complicado feedback conecta esos dos planos; pero la tendencia trata de anteponer el plano tridimensional – como trompre-l’oeil que es – al plano cuatridimensional, con el que se choca y que ofrece una resistencia.

No se excluye que no futuro la historia, existencialmente significativa, se desarrolle ante los ojos de los espectadores sobre paredes y pantallas de televisión, y no en el espacio del tiempo. Eso sería realmente una posthistoria. Por eso el filme es “el arte” de nuestro tiempo, y el gesto fílmico del “hombre nuevo”, un ser que desde luego no nos resulta incondicionalmente simpático. (p. 122)

(Vilém Flusser. Los gestos. Barcelona, Editorial Herder, 1994)






segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A miséria do mundo - fragmento


Espera-se, assim, produzir dois efeitos: mostrar que os lugares ditos "difíceis" (como hoje o conjunto habitacional ou a escola) são, primeiramente, difíceis de escrever e de pensar e que é preciso substituir as imagens simplistas e unilaterais (aquelas que a imprensa sobretudo veicula), por uma representação complexa e múltipla, fundada na expressão das mesmas realidades em discursos diferentes, às vezes inconciliáveis; e, à maneira de romancistas como Faulkner, Joyce ou Virgínia Woolf, abandonar o ponto de vista único, central, dominante, em suma, quase divino, no qual se situa geralmente o observador e também seu leitor (ao menos enquanto ele não estiver concernido), em proveito da pluralidade de suas perspectivas correspondendo à pluralidade dos pontos de vista coexistentes e às vezes diretamente concorrentes.

Esse perspectivismo nada tem de um relativismo subjetivista, que conduziria a uma forma de cinismo ou de niilismo. Ele está realmente fundado na própria realidade do mundo social e contribui para explicar grande parte do que acontece neste mundo, e, em particular, inumeráveis sofrimentos oriundos do choque de interesses (...).


A miséria do mundo. Pierre Bourdieu (coord.) 9ª ed. Petrópolis: Vozes, 2012. páginas 11-12.