segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Brevidades

No dia 1º de setembro, faremos o lançamento do livro Brevidades na Livraria Sebinho.
No dia 2 de setembro, faremos um encontro com estudantes da Escola Parque da 313/314 sul. Com direito à participação da minha mãe, Alice Vieira Martins.
Esperamos vocês por lá!






quarta-feira, 24 de agosto de 2016

terça-feira, 23 de agosto de 2016

18ºC


Existem temperaturas e temperaturas. Muitas vezes, 18 ºC não é o mesmo 18 ºC.

Quando, preparando minha viagem mais recente, me informei que a temperatura ficaria entre a mínima de 10ºC e máxima de 18ºC, pensei que seria essa uma faixa confortável, à qual estou habituada. Contudo, já instalada para iniciar as atividades, embora a temperatura tivesse chegado à máxima anunciada, o frio era intenso, contrariando a expectativa em relação ao que eu me sentia familiarizada. Eu sentia mais frio do que o termômetro insistia em mostrar!

No retorno para casa, ao descer do avião, a temperatura local indicava os mesmos 18ºC... E eu podia até sentir uma certa lufada quase morna roçando a pele.

Compreendi, então, que há uma diferença fundante entre 18ºC como ponto máximo de uma parábola com a<0, e 18ºC como ponto mínimo de uma parábola com a>0.

No primeiro caso, a curva se inicia em temperaturas mais baixas. As paredes, as águas, a atmosfera, as calçadas, as plantas estão imersas no frio há tempo suficiente para se demorarem frias, fazendo pouca concessão aos processos termodinâmicos de troca de calor, mesmo quando a curva se eleva até a temperatura máxima, os tais 18ºC. Ou seja, nesse ponto máximo, o ambiente permanece frio, ainda. E quando a curva volta a decrescer, a baixa temperatura se realimenta.

Por outro lado, quando a curva se inicia em temperaturas mais altas, ou muito mais altas, os corpos guardam calor, e se demoram em dissipá-lo. As casas, a atmosfera, os gestos, os metais, tudo quanto seja sólido, tudo quanto seja etéreo. Por isso, quando a curva chega à mínima temperatura de 18ºC, o calor que emana dos corpos e substâncias mantém, ainda, tudo mais aquecido.

Por isso, os 18ºC de cada uma das parábolas nunca coincidem, no movimento, a despeito de indicarem o mesmo valor absoluto...






segunda-feira, 15 de agosto de 2016

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Você já foi a Pirenópolis?

fim de tarde...

primeira estrela (que não é estrela...)


vista do alto da Rua do Lazer

a Igreja Matriz, restaurada


o II Pirenópolis Doc foi um sucesso!


Domingo tem até engarrafamento! Mas logo passa...


Nada, nada tira o charme da ponte sobre o Rio das Almas...






segunda-feira, 25 de julho de 2016

De vez em quando fico desatenta...



Confesso, de vez em quando fico desatenta. Meio passada... Aí tenho a impressão de ter caído numa espécie de lapso, fenda... demoro a compreender coisas que começam a acontecer à minha volta.

Há alguns pares de anos, eu trabalhava numa faculdade da iniciativa privada. Naquele semestre, a direção pedagógica solicitou que os professores com os estudantes escolhessem nomes para as salas de aula. A iniciativa fazia parte das estratégias para estabelecer vínculos entre a comunidade e o lugar. Uma das professoras disse que ela e um grupo de alunos tinham escolhido, para determinada sala, o nome Bananas de Pijama. Achei graça pela escolha. Imaginei bananas com pijamas de bolinhas, ou estampado com florinhas, ou estrelinhas...

Queria saber: como teriam estabelecido aquela relação entre bananas e pijamas, além da rima? Demorou algum tempo, um tempo maior que tempo das mídias, para eu entender que eles não tinham criado o nome, mas replicado uma espécie de fenômeno instantâneo, uma série televisiva, de origem australiana, voltada para o público infantil. Os pijamas eram bobos: com listras azuis e brancas. A série, criada no início dos anos 1990, foi lançada no Brasil no final dessa década. Exatamente nessa época, ocorreu o episódio na faculdade.

Fazer tal constatação foi como voltar ao tempo da comunidade à qual eu pertencia. Findo o lapso, passava pela porta da sala intitulada Bananas de Pijamas experimentando alguma dose de frustração.


Quase duas décadas depois do ocorrido, deparo-me com outro lapso. Andava distraída, quando comecei a ler, em algumas redes sociais, alguns comentários sobre Pokemon Go. Conhecedora da figura do Pokemon, a primeira ideia que me ocorreu foi a de algum game produzido ou praticado por grupos em Goiás...

Vamos lá, faz sentido. Goiás sedia o Media Lab, na UFG, liderado pelo nosso querido Prof. Cleomar. Neste ano, já começa a oferecer suporte para a abertura de outros centros de pesquisa em mídia interativa em outras unidades federativas, dentro dos mesmos moldes. Há uma rapaziada trabalhando com games. As gentes goianas são divertidas e inventam coisas todo o tempo. E a sigla deste Estado é qual? GO! Eu conheço algumas pessoas que escrevem Go. Pronto, Pokemon Go é do Goiás!

Desta vez o tempo de lapso foi bem menor. Rapidamente me inteirei do experimento, do jogo e de todas as polêmicas com que está envolvido. De toda sorte, vai demorar para eu me desfazer da ideia de que Podemon Go seja coisa de Goiás...