literatices... letras para nada, talvez para tudo... imagens de nada, que podem ser de tudo... matutações... penseros... rabiscações... daquilo que vejo... ou não... porque tomo assento neste tempo quando a humanidade produz vertiginosamente letras, símbolos e imagens, em busca de sentidos, quaisquer que sejam... ou não...
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
18ºC
Existem temperaturas e temperaturas. Muitas vezes, 18 ºC não
é o mesmo 18 ºC.
Quando, preparando minha viagem mais recente, me informei que a temperatura ficaria entre a mínima
de 10ºC e máxima de 18ºC, pensei que seria essa uma faixa confortável, à qual
estou habituada. Contudo, já instalada para iniciar as atividades, embora a temperatura tivesse chegado à máxima anunciada, o frio era intenso, contrariando a expectativa em
relação ao que eu me sentia familiarizada. Eu sentia mais frio do que o
termômetro insistia em mostrar!
No retorno para casa, ao descer do avião, a temperatura
local indicava os mesmos 18ºC... E eu podia até sentir uma certa lufada quase morna roçando a pele.
Compreendi, então, que há uma diferença fundante entre 18ºC
como ponto máximo de uma parábola com a<0, e 18ºC como ponto mínimo de uma
parábola com a>0.
No primeiro caso, a curva se inicia em temperaturas mais
baixas. As paredes, as águas, a atmosfera, as calçadas, as plantas estão
imersas no frio há tempo suficiente para se demorarem frias, fazendo pouca concessão aos
processos termodinâmicos de troca de calor, mesmo quando a curva se eleva até a
temperatura máxima, os tais 18ºC. Ou seja, nesse ponto máximo, o ambiente permanece
frio, ainda. E quando a curva volta a decrescer, a baixa temperatura se
realimenta.
Por outro lado, quando a curva se inicia em temperaturas
mais altas, ou muito mais altas, os corpos guardam calor, e se demoram em
dissipá-lo. As casas, a atmosfera, os gestos, os metais, tudo quanto seja
sólido, tudo quanto seja etéreo. Por isso, quando a curva chega à mínima
temperatura de 18ºC, o calor que emana dos corpos e substâncias mantém, ainda, tudo
mais aquecido.
Por isso, os 18ºC de cada uma das parábolas nunca
coincidem, no movimento, a despeito de indicarem o mesmo valor absoluto...
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
terça-feira, 9 de agosto de 2016
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
segunda-feira, 25 de julho de 2016
De vez em quando fico desatenta...
Confesso, de vez em quando fico desatenta. Meio passada... Aí tenho a
impressão de ter caído numa espécie de lapso, fenda... demoro a compreender coisas que começam a acontecer à minha volta.
Há alguns pares de anos, eu trabalhava numa faculdade da
iniciativa privada. Naquele semestre, a direção pedagógica solicitou que os professores
com os estudantes escolhessem nomes para as salas de aula. A iniciativa fazia parte das
estratégias para estabelecer vínculos entre a comunidade e o lugar. Uma das
professoras disse que ela e um grupo de alunos tinham escolhido, para
determinada sala, o nome Bananas de Pijama. Achei graça pela escolha. Imaginei
bananas com pijamas de bolinhas, ou estampado com florinhas, ou estrelinhas...
Queria saber: como teriam estabelecido aquela relação entre
bananas e pijamas, além da rima? Demorou algum tempo, um tempo maior que tempo
das mídias, para eu entender que eles não tinham criado o nome, mas replicado
uma espécie de fenômeno instantâneo, uma série televisiva, de origem
australiana, voltada para o público infantil. Os pijamas eram bobos: com
listras azuis e brancas. A série, criada no início dos anos 1990, foi lançada
no Brasil no final dessa década. Exatamente nessa época, ocorreu o episódio na
faculdade.
Fazer tal constatação foi como voltar ao tempo da comunidade
à qual eu pertencia. Findo o lapso, passava pela porta da sala intitulada
Bananas de Pijamas experimentando alguma dose de frustração.
Quase duas décadas depois do ocorrido, deparo-me com outro
lapso. Andava distraída, quando comecei a ler, em algumas redes sociais, alguns
comentários sobre Pokemon Go. Conhecedora da figura do Pokemon, a primeira
ideia que me ocorreu foi a de algum game produzido ou praticado por grupos em
Goiás...
Vamos lá, faz sentido. Goiás sedia o Media Lab, na UFG, liderado
pelo nosso querido Prof. Cleomar. Neste ano, já começa a oferecer suporte para
a abertura de outros centros de pesquisa em mídia interativa em outras unidades
federativas, dentro dos mesmos moldes. Há uma rapaziada trabalhando com games.
As gentes goianas são divertidas e inventam coisas todo o tempo. E a sigla
deste Estado é qual? GO! Eu conheço algumas pessoas que escrevem Go. Pronto,
Pokemon Go é do Goiás!
Desta vez o tempo de lapso foi bem menor. Rapidamente me
inteirei do experimento, do jogo e de todas as polêmicas com que está
envolvido. De toda sorte, vai demorar para eu me desfazer da ideia de
que Podemon Go seja coisa de Goiás...
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